segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

LOURIVAL DOS SANTOS

























Lourival dos Santos nasceu em Guaratinguetá, no estado de São Paulo, em 11 de agosto de 1917, e faleceu em Guarulhos/SP, em 19 de maio de 1997.
Com apenas 12 anos de idade, ficou órfão de pai e foi morar na casa do avô em Lorena-SP e, desde essa época já manifestava seus dons fazendo quadrinhas improvisadas em Folias-de-Reis na região. “Meu Romance” (Lourival dos Santos e Teddy Vieira) foi sua primeira composição a ser gravada (o que foi feito pela dupla Laranjinha e Zequinha).
Em 1933, Lourival mudou-se para a Capital Paulista, onde foi trabalhar no comércio. Tornou-se amigo de Palmeira e Piraci e passou a compor para a dupla. Em 1959, começou a compor para Tião Carreiro e Pardinho, intérpretes com os quais Lourival conheceu sua glória como compositor.
Lourival dos Santos compôs com diversos parceiros, entre eles, Tião Carreiro, Moacyr dos Santos, Teddy Vieira, Sulino, Raul Torres, Piraci, Jacó, Serrinha, Téo Azevedo e Jorge Paulo.
Porém a sua glória maior como compositor viria bem mais tarde, com a dupla Jacó e Jacozinho, gravando seus primeiros pagodes e regravados por Tião Carreiro e Pardinho.
Ao final da década de 50, compôs, juntamente com Teddy Vieira, "Pagode em Brasília", que foi gravada por Tião Carreiro e Pardinho, na época da inauguração da Capital Federal. Esta foi a primeira composição do novo gênero denominado “Pagode”, que foi criado pelo Tião Carreiro a partir da batida específica na Viola por ele estabelecida.
Foi também nessa época que conheceu seus maiores sucessos, a maioria dos quais em parceria com Teddy Vieira, Moacyr dos Santos e Tião Carreiro. Nesse mesmo ritmo, vieram a seguir "Nove e Nove", "Em Tempo de Avanço", "A Viola e o Violeiro", "Boiadeiro de Palavra" e várias outras composições imortais.
Lourival dos Santos não cantava. Muitas vezes ele compunha letra e música, mas sempre entregava para Tião Carreiro dar uma guaribada. Assim se estabeleceu a parceria. São vários os parceiros, entre os mais ilustres, o próprio Tião Carreiro, Teddy Vieira , Piraci e Moacyr dos Santos.
 
Algumas composições de Lourival dos Santos:

- Abrindo Caminho (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- A Coisa Ficou Bonita (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- A Coisa Tá Feia (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- A Ferro e Fogo (Moacyr dos Santos, Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- A Grande Cilada (Tião Carreiro, Lourival dos Santos e Arlindo Rosas)
- Aliança Contrariada (Lourival Santos e Nízio)
- A Majestade o Pagode (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- A Marca da Ferradura (Lourival dos Santos e Riachão)
- Amor de Praia (Lourival dos Santos, Tião Carreiro e Paraíso)
- Ara Po (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- As Três Verdades (Lourival dos Santos e Piraci)
- A Vaca Já Foi Pro Brejo (Lourival dos Santos, Tião Carreiro e Vicente P. Machado)
- A Vida de um Policial (Tião Carreiro e Lourival dos Santos)
- A Viola e o Violeiro (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- A Volta que o Mundo Dá (Lourival dos Santos e Zé Batuta)
- Azulão do Reino Encantado (Lourival dos Santos, Pardinho e Arlindo Rosas)
- Baianinho (Tião Carreiro - Lourival dos Santos e Júlio Guidini)
- Bandeira Branca (Tião Carreiro e Lourival dos Santos)
- Boiadeiro de Fama (Piraci e Lourival dos Santos)
- Boiadeiro de Palavra (Moacyr dos Santos, Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Boiadeiro é Boi Também (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Caminho do Céu (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Canário Malandrinho (Lourival dos Santos, Milton José e Tião Carreiro)
- Cabelo de Trança (Priminho e Lourival dos Santos)
- Caboclo Ventania (Zico e Lourival dos Santos)
- Canarinho Tá Chorando (Paraíso e Lourival dos Santos)
- Canário Malandrinho (Lourival dos Santos, Milton José e Tião Carreiro)
- Canção do Século (Lourival dos Santos, Itapuã e Domério de Oliveira)
- Candieiro da Fazenda (Jesus Belmiro, Tião Carreiro e Lourival dos Santos)
- Cavalo Enxuto (Lourival dos Santos e Moacyr dos Santos)
- Cerne de Aroeira (Lourival dos Santos, Jesus Belmiro e Vicente P. Machado)
- Chega de Sujeira (Lourival dos Santos, Paraíso e Arlindo Rosas)
- Chora Viola (Tião Carreiro e Lourival dos Santos)
- Chuva... Sangue da Terra (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Cidade Morena (Tião Carreiro, Lourival dos Santos e Alberto Calçada)
- Cochilou O Cachimbo Cai (Moacyr dos Santos e Lourival dos Santos)
- Começo do Fim (Lourival dos Santos e Moacyr dos Santos)
- É Fogo (Lourival dos Santos e Zé Batuta)
- É Isto que o Povo Quer (Tião Carreiro, Lourival dos Santos e Zé Mineiro)
- Em Tempo de Avanço (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Encontrei Quem Eu Queria (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Esquina da Saudade (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Esta Vida é um Punhal (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Faca Que Não Corta (Moacyr dos Santos, Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Falou e Disse (Lourival dos Santos, Tião Carreiro e Piraci)
- Filhinho de Papai (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Filho da Liberdade (Tião Carreiro, Lourival dos Santos e Sebastião Víctor)
- Final dos Tempos (Tião Carreiro e Lourival dos Santos)
- Fim da Picada (Tião Carreiro e Lourival dos Santos)
- Golpe de Mestre (Lourival dos Santos e Mairiporã)
- Guerra de Poesias (Lourival dos Santos e Raul Torres)
- Hoje Eu Não Posso Ir (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Homem Até Debaixo D'Água (Lourival dos Santos, Tião Carreiro e Arlindo Rosas)
- Homem Sem Rumo (Serrinha e Lourival dos Santos)
- Linda Bancária (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Linha de Fogo (Lourival dos Santos)
- Linha de Frente (Lourival dos Santos e Edgard de Souza)
- Marreta do Desprezo (Lourival dos Santos, Carminha e Paraíso)
- Menina Moça (Lourival dos Santos e Jacozinho)
- Meu Amor Tem Outro Dono (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Meu Coração de Ferro (Lourenço e Lourival dos Santos)
- Mina de Ouro (Lourival dos Santos e J. dos Santos)
- Minas Gerais (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Mineiro de Monte Belo (Lourival dos Santos e Serrinha)
- Mineiro do Pé Quente (Lourival dos Santos e J. dos Santos)
- Minha Esposa Vale Ouro (Tião Carreiro e Lourival dos Santos)
- Minha Grande Amiga (Lourival dos Santos, Milton José e Fauzi Kanso)
- Minha Solidão (Miltinho Rodrigues e Lourival dos Santos)
- Mundo Velho (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Mundo Velho Não Tem Jeito (Tião Carreiro, Lourival dos Santos e Rose Abraão)
- Navalha na Carne (Tião Carreiro e Lourival dos Santos)
- Nossas Maneiras (Praense e Lourival dos Santos)
- Nossos Devaneios (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Nove e Nove (Lourival dos Santos, Tião Carreiro e Teddy Vieira)
- Novo Amor (Jesus Belmiro e Lourival dos Santos)
- O Castigo Vem A Cavalo (Lourival dos Santos, Sebastião Víctor e Arlindo Rosas)
- O Fogo e a Brasa (Praense, Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- O Mundo no Avesso (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- O Patrão e o Empregado (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- O Preço da Glória (Lourival dos Santos, Tião Carreiro e José Russo)
- Os Degraus da Fama (Lourival dos Santos e Biguá)
- Os Filhos da Bahia (Moacyr dos Santos e Lourival dos Santos)
- O Tesouro é do Patrão (Lourival dos Santos, Moacyr dos Santos e Paraíso)
- Pagode do Grotão (Lourival dos Santos, Tião Carreiro e Ronaldo Viola)
- Pagode do Pai Tomé (Lourival dos Santos, Tião Carreiro e Mangabinha)
- Pagode em Brasília (Lourival dos Santos e Teddy Vieira)
- Paixão Dupla (Lourival dos Santos, Chicão Pereira e Pardinho)
- Paulista e Mineiro (Lourival dos Santos e Carlito)
- Pé de Chinelo (Lourival dos Santos e Milton José)
- Pé de Guerra (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Peito de Aço (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Pé Quente Pé Gelado (Lourival dos Santos)
- Perereca (Moacyr dos Santos e Lourival dos Santos)
- Pra Tudo se Dá um Jeito (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Priminha Linda (Moacyr dos Santos e Lourival dos Santos)
- Pula-Pula (Lourival dos Santos e Moacyr dos Santos)
- Quando a Saudade Machuca (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Rainha do Lar (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Rancho dos Ipês (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Rancho do Vale (Lourival dos Santos, Tião Carreiro e Cláudio Rodante)
- Rei do Pagode (Lourival dos Santos e Moacyr dos Santos)
- Resposta de Poeta Sertanejo (Téo Azevedo e Lourival dos Santos)
- Rio de Lágrimas (Lourival dos Santos, Tião Carreiro e Piraci)
- Rio de Pranto (Lourival dos Santos e Zé do Rancho)
- Roubei uma Casada (Lourival dos Santos e Teddy Vieira)
- Sete Flechas (Zé Mineiro, Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Sou Demais em Teu Caminho (Lourival dos Santos e Nízio)
- Suspirando (Lourival dos Santos e Moacyr dos Santos)
- Tá do Jeito que eu Queria (Mãe Menininha) (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Tesouro da Madrugada (Lourival dos Santos, Tião Carreiro e Brás Bacarin)
- Tudo é Beleza (Lourival dos Santos e Tião Carreiro)
- Última Chance (Tião Carreiro e Lourival dos Santos)
- Uma Coisa Puxa a Outra (Lourival dos Santos, Tião Carreiro e Cláudio Balestro)
- Uma Flor e uma Santa (Lourival dos Santos, Tião Carreiro e Paraíso)
- Uma Noite Não é Nada (Praense, Lourival dos Santos e Luiz de Castro)
- Vencendo Sempre (Piraci e Lourival dos Santos)
- VII Exposição de Fernandópolis (Mílton José e Lourival dos Santos)
- Viola Barulhenta (Tião Carreiro, Milton José - Lourival dos Santos)
- Viola Chic Chic (Tião Carreiro, Lourival dos Santos e Zelão)
- Viola Divina (Tião Carreiro e Lourival dos Santos)
- Viola Que Vale Ouro (Tião Carreiro, Lourival dos Santos e Alberto Calçada)
- Violeiro Sem Medo (Ado Benatti, Brinquinho e Lourival dos Santos)
- Violinha Barulhenta (Lourival dos Santos e Jacozinho)
- Vizinha Fuxiqueira (Sulino, Lourival dos Santos e Moacyr dos Santos)


Créditos: http://www.recantocaipira.com.br/ http://www.recantocaipira.com.br/


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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

ESCOLARIZAÇÃO DA VIOLA CAIPIRA (LIVRO)

Lançamento do livro "O Processo de Escolarização da Viola Caipira" do Dr. (Em música) SAULO SANDRO ALVES DIAS. Nasceu em Ituiutaba-MG. Em 1971. Graduou-se em Música na Universidade Federal de Uberlândia e obteve título de Mestre, na mesma área, na Universidade Federal de Goiás. Em 2010, concluiu o doutorado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, com pesquisa sobre o processo de escolarização da viola caipira.
 
"Ninguém poderá pesquisar sobre a complexa trajetória evolutiva da "Viola", sem consultar este magnífico compêndio". (Marrequinho)
 
 
Publicado pela:
LIVRARIA HUMANITAS/DISCURSO
Av. PROF. GUALBERTO, N° 315 -
CEP: 05508-010 - CIDADE UNIVERSITÁRIA - SÃO PAULO/SP
Tel: (11) 3091-3728 / Telefax: (11) 3091-3796
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domingo, 29 de junho de 2014

NHÔ CHICO – Cantador/Cururueiro – COMPOSITOR

NHÔ CHICO


Dados Artísticos
Excelente Cururueiro, Poeta e Compositor da Música Caipira Raiz, Francisco Fornaziero, o "Nhô Chico", nasceu no Bairro Sete Barrocas, na cidade de Piracicaba-SP (município riquíssimo nas tradições da dança do Cururu), no dia 19/08/1927. Filho do Sr. Atílio Fornaziero (nascido em Rovigo, Itália) e de D. Inês Guerrero (nascida em Málaga, Espanha).
 Cururueiro:
Cururu é o repente, o desafio trovado ao som de violas do Médio Tietê. São numerosos, afamados e respeitados os cururueiros (os trovadores) da região. Alguns deles com várias viagens para o exterior. Não há Festa, ou Pouso de Bandeira do Divino sem o cururu que pode varar a noite num revezamento de várias trovadores. E não há cidadão que arrede pé diante de uma porfia de canturiões (cantadores).

Ocorrência: Conchas, Laranjal, Piracicaba, Porto Feliz, Tietê, Sorocaba, Tatuí, Porangaba,
Bofete...

Traços Biográficos
"Aos 4 anos, Nhô Chico ficou órfão de mãe, recebendo assim a educação e os carinhos de sua madrasta, a Sra. Regina Betiol. Aos 11 anos começou a tocar Cavaquinho e a cantar com seu irmão de criação, nascendo assim, a dupla 'Chiquinho e Luizinho'. Uma dupla dotada de muito talento, mas também de muita timidez, que ao notar a presença de estranhos, parava de cantar.
Acompanhando a sua família, Chiquinho, como era carinhosamente chamado, aos quatorze anos, mudou-se para Pederneiras-SP, onde viveu por 20 anos. Já aos 16 anos, começou a compor as primeiras letras. Cantor de Modas-de-Viola, também demonstrava seu grande talento, cantando Cururu.

Certa vez, o que foi motivo de muita emoção, a Dupla
'Chiquinho e Luizinho', recebeu um convite da Rádio PRG-8 de Bauru-SP, para uma apresentação. Tiveram assim, um sonho realizado.

Com o casamento de Luizinho, a dupla foi desfeita. Porém, a vida artística de Chiquinho, não parou por ali. Na inauguração da Rádio Cultura de Pederneiras-SP, fora convidado a assumir o programa sertanejo
'Festa na Fazenda'. Foi naquela época que recebeu do Sr. Kamel, diretor da emissora, um novo nome artístico que se perpetuou no meio cultural brasileiro: 'Nhô Chico'.

A partir desse momento, uma nova trajetória começava a ser traçada na vida desse valoroso artista. Conheceu as duplas
Leôncio e Leonel e Craveiro e Cravinho.

Em setembro de 1949, Nhô Chico casou-se com Apparecida de Oliveira Góes Fornaziero. Desse casamento nasceram: João, Dirceu, Neusa, Ivone, Dimas e Joaquim, tendo este último, o nome artístico de Juninho, e que herdou do pai Nhô Chico, o dom de cantar e de compor, vindo a gravar quatro CDs, na carreira solo e autor de mais de 650 letras de músicas.

Em 1961, Nhô Chico retornou definitivamente à sua terra natal, Piracicaba-SP. Passou assim, a conviver com grandes cantadores de Cururu: João Davi, Parafuso, Pedro Chiquito, Zico Moreira, Horácio Neto e outros, tornando-se conhecido em toda a região.

Com o passar do tempo, a morte de alguns amigos fez com que Nhô Chico deixasse de cantar o Cururu, dedicando-se exclusivamente à composição de letras musicais. Assim surgiram sucessos como:
'Caboclo na Cidade' (Dino Franco - Nhô Chico), 'Negrinho Parafuso' (Nhô Chico - Tião Carreiro) e 'Moradia' (Nhô Chico - Tião Carreiro - Craveiro), dentre outros.



Em 1974, Nhô Chico participou do último show do curureiro Parafuso, que foi gravado em disco pelo pesquisador e produtor Marcus Pereira e lançado no volume 1, da série "Música popular do centro-oeste e sudeste", cantando com Parafuso o cururu "Desafio", de autoria dos dois. Em 1980, a toada "Moradia", parceria com  Tião Carreiro e Craveiro, foi gravada  pela dupla Craveiro e Cravinho. No mesmo ano, a moda-de-viola "Peão entrevado", com Samaritano, foi gravada pela dupla Garcia e Laudir e "A lei do amor", parceria com Amaí e Economista, foi gravada pela dupla Economista e Contador, e, ainda, "Bebê de proveta", com  Galileu, pela dupla Galileu e Samaritano. Em 1981, a dupla Claudemir e Paulo Rogério gravou o cururu "Você errou primeiro" no LP "Minha estrela guia" do selo Canta Viola. Em 1982, teve gravada a primeira de suas composições com Dino Franco, a moda-de-viola "Caboclo na cidade" lançada pela dupla Dino Franco e Mouraí, no LP "Rancho da paz", moda que se tornaria um clássico da música sertaneja. No ano seguinte, a moda-de-viola "Negrinho Parafuso", com Tião Carreiro, foi gravada, na Chantecler, pela dupla Tião Carreiro e Pardinho. Também em 1983, Dino Franco e Mouraí gravaram a moda "A volta do caboclo", com Dino Franco. Em 1984, a moda-de-viola "O Maior calote", com Dino Franco, foi gravada no LP "Manto estrelado" que a dupla Dino Franco e Mouraí lançou pela Chantecler. Um ano depois, no LP "Em modas de viola", que a dupla Dino Franco e Mouraí gravou na Chantecler, foi incluída a moda-de-viola "A moda do cachaceiro", parceria com Dino Franco. Ainda em 1985, a dupla Tião Carreiro e Pardinho gravou, pela Continental, a toada "Moradia", com Tião Carreiro e Craveiro. No ano de 1986, o LP "Modas-de-viola volume 2", da dupla Dino Franco e Mouraí, trouxe dois dos maiores sucessos da dupla: "Brasil viola" e "Linha reta", ambas em parceria com Dino Franco. Ainda nesse ano, a composição "Caboclo centenário", com Dino Franco, foi lançada pela mesma dupla Dino Franco e Mouraí, no LP "Canção para um amor eterno", tendo ainda a toada "Amor precipitado", com Taviano, gravada pela dupla Zé do Cedro e João do Pinho. Em 1988, a moda-de-viola "Cavalgada", com Dino Franco, foi registrada por Dino Franco e Mouraí. Em 1989, compôs, com Tião do Carro, a moda "Futebol de amor", que foi lançada pela dupla Cacique e Pajé. Em 1990, no LP "Pôr do sol", o primeiro que a dupla Dino Franco e Moraí gravou na RGR, foi incluída a moda-de-viola "Candidato caipira", com Dino Franco. Em 1992, a moda-de-viola "O Maior calote", com Dino Franco, foi regravada pela dupla João Mulato e Pardinho. Dois anos depois, "Minha mensagem", com Dino Franco, foi lançada pela dupla Dino Franco e Mouraí. Por essa época, a moda "Pedro Chiquito", com Apolonio, uma homenagem ao curureiro Pedro Chiquito, foi gravada pela dupla Tião do Carro e Zé Matão. Em 1996, a moda-de-viola "Caboclo na cidade", com Dino Franco, foi gravada pela dupla Chitãozinho e Xororó no Cd "Clássicos sertanejos" da PolyGram. Em 2005, o CD "Dino Franco e Mouraí - Os maiores sucessos" incluiu cinco parcerias suas com Dino Franco e que foram sucesso em gravações da dupla Dino Franco e Mouraí: "Caboclo na cidade"; "Minha mensagem"; "A cachaça e o fumo"; "Brasil viola" e "Linha reta". Compositor especializado em modas-de-viola e que teve composições gravadas por duplas importantes como Chitãozinho e Xororó, Dino Franco e Mouraí, João Mulato e Pardinho, Cacique e Pajé, Craveiro e Cravinho e Tião Carreiro e Pardinho, entre outras, teve como seu maior sucesso a moda-de-viola "Caboclo na cidade", parceria com Dino Franco, considerada um clássico da música sertaneja. Em 2010, teve a música "Moradia", parceria sua com Tião Carreiro, gravada pela cantora Bruna Viola, em seu primeiro CD solo.

Observação:
“Vía de regra, o público assimila a composição mais aos nomes dos seus intérpretes do que aos nomes dos seus Autores. MOTIVO PELO QUAL Nhô Chico é tão pouco conhecido pelos apreciadores do gênero autenticamente sertanejo, apesar da quantidade e da qualidade das suas Obras que formam um vasto repertório de belas páginas que se destacaram por todo o território nacional”.
(Marrequinho – Compositor)

Obra - Algumas Composições de Nhô Chico
  • A cachaça e o fumo (c/ Dino Franco)
  • A Fuga (Nhô Chico - Dino Franco)
  • A lei do amor (c/ Amaí e Economista)
  • A Moda do Cachaceiro (c/ Dino Franco)
  • Amor Precipitado (Nhô Chico - Taviano)
  • A Volta do Caboclo (c/ Dino Franco)
  • Bebê de proveta (c/ Galileu)
  • Brasil Viola (c/ Dino Franco)
  • Caboclo Centenário (c/ Dino Franco)
  • Caboclo na cidade (c/ Dino Franco)
                      Caboclinha Sertaneja (Nhô Chico - José Toledo - Getúlio Toledo)
  • Candidato caipira (c/ Dino Franco)
  • Cavalgada (c/ Dino Franco)
  • Desafio (c/ Pasrafuso)
  • Futebol de amor (c/ Tião do Carro)
  • Linha reta (c/ Dino Franco)
  • Minha mensagem (c/ Dino Franco)
  • Missão cumprida (Nhô Chico)
  • Moradia (c/ Tião Carreiro e Craveiro)
  • Negrinho Parafuso (c/ Tião Carreiro)
  • O maior calote (c/ Dino Franco)
  • Peão entrevado (C/ Samaritano)
  • Pedro Chiquito (c/ Apolonio)
·                            Trem da Vida (Nhô Chico - Paraíso)
·                            Trem De Ferro (Nhô Chico)
·                            Tudo Mentira (Nhô Chico – Cravinho)
  • Você errou primeiro (Nhô Chico)
FONTE/CRÉDITOS:

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